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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

13º SELO AO DIOGO BIOTECH



Agradeço ao parceiro Mika do Blog Biologia ao Extremo (http://www.biologiaaoextremo.blogspot.com) pelo selo.

Aproveitando o espaço gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa e pelo excelente blog.

sábado, 2 de janeiro de 2010

12º SELO AO DIOGO BIOTECH



O nosso blog mais uma vez foi presenteado pelo amigo Cleisson do blog Planeta do Bem - http://planetadobem.blogspot.com/

Agradeço muito ao Parceiro, e esses selos é que fazem a diferença, pois, percebemos o sucesso do Blog e que continuemos a postar.

O selo requer algumas, regras para utilização:
1. Exiba no seu blog a imagem deste selo, colocando o link do blog que indicou você;
2. Indique pelo menos 10 outros blogs;
3. Avise aos blogs que você indicou como preferidos;
4. Confira, posteriormente se os blogs que você indicou, repassaram a imagem deste selo, juntamente com essas regras.

Repasso para:

1) http://biologiaquepariu.blogspot.com/;
2) http://jornalanimais.blogspot.com/;
3) http://mhp-bio.blogspot.com/;
4) http://conexaobio.blogspot.com/;
5) http://bionaweb.blogspot.com/;
6) http://faunadocerrado.blogspot.com/;
7) http://zoovirtualbr.blogspot.com/;
8) http://malmg.blogspot.com/;
9) http://biorapinas.blogspot.com/;
10) http://biosferams.blogspot.com/.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

FIM DE ANO

O Diogo Biotech, deseja a todos os seus amigos e leitores um Ótimo Natal e um Feliz Ano Novo, que os desejos, pensamentos positivos, sonhos, de cada um se realize no ano de 2010.

Um Grande Abraço a todos vocês e seus familiares.

Nos veremos no próximo ano, com mais novidades aqui no blog.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AUTÓPSIAS MOSTRAM QUE H1N1, O VÍRUS DA NOVA GRIPE, LESIONA O PULMÃO

Tecidos de 21 brasileiros mortos pela doença foram analisados.
Estudo é de cientistas da Faculdade de Medicina da USP.

Os resultados das primeiras autópsias de brasileiros que morreram por causa da gripe suína mostram um cenário de danos ao organismo que remonta às epidemias de influenza de 1918, 1954 e 1968: destruição dos alvéolos pulmonares, hemorragia alveolar, inflamação necrótica dos bronquíolos e sinais de falência múltipla dos órgãos.

Os exames indicam também ter havido uma resposta exagerada do sistema imunológico contra o vírus, o que acabou por prejudicar os pulmões das vítimas.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

No trabalho inédito de análise dos tecidos de 21 pessoas mortas pelo H1N1, cientistas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) apontam ainda que os piores danos pulmonares ocorreram na única paciente grávida analisada, o que confirma a importância da priorização dada a essas pacientes durante a epidemia.

O estudo foi publicado em outubro na revista científica "American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine" e é um dos primeiros a revelar o resultado de autópsias de vítimas da nova gripe.

"Em um cenário em que poucas autópsias foram realizadas, o estudo demonstra a extrema utilidade do procedimento (...) para o conhecimento da nova doença", afirmam os autores do trabalho, liderados por Thais Mauad. "Mostramos que o pulmão é o órgão mais afetado, o que não é diferente das outras pandemias."

Além disso, explica a pesquisadora, em alguns pacientes ficou demonstrado que o corpo, sem conseguir combater eficazmente o agente patogênico, tenta conter a replicação viral com um "armamento" imunológico tão pesado que acaba por lesionar os próprios pulmões.

Segundo o trabalho, os mortos pela gripe suína tinham em média 34 anos e eram em maioria homens. Além disso, 76% tinham comorbidades - problemas crônicos, como doenças cardíacas -, o que confirma que a infecção nesse público é muito perigosa. Os sintomas mais comuns foram falta de ar e febre, o que também condiz com as definições oficiais de casos graves.

FONTE:

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

POLVO USA COCO COMO ESCONDERIJO

Cientistas da Austrália se surpreenderam ao flagrar um polvo usando cascas de coco como abrigo.

Em um artigo na revista científica Current Biology, os especialistas do Museu Victoria, de Melbourne, afirmam que este é o primeiro exemplo do uso de ferramentas por um animal invertebrado.

A equipe filmou um polvo “agarrando” metades de cascas de coco debaixo d’água e levando-as para outro lugar para usá-las depois como abrigo.

“Quase me afoguei rindo quando vi a cena pela primeira vez”, disse à BBC Julian Finn, um dos cientistas. “Eu sabia que o polvo queria fazer alguma coisa com a casca de coco, mas não esperava que ele fosse pegá-la e levá-la para outro lugar.”

Destreza

Os polvos da espécie Amphioctopus marginatus foram filmados entre 1999 e 2008 perto da costa de Sulawesi e de Bali, na Indonésia, mas o comportamento inusitado dos animais foi flagrado apenas quatro vezes.

Os cientistas acreditam que os cocos encontrados pelos polvos foram jogados por pessoas nas praias e acabaram se fixando no fundo do mar.

“É impressionante ver a maneira como eles manipulam as cascas”, disse Mark Norman, outro pesquisador da equipe. “Eles sondam o terreno com os tentáculos, afastam a areia e levantam o coco com uma rotação.”

Depois de colocar o lado aberto da casca para cima, eles agarram a peça e vão embora. Quando são duas metades, o animal consegue colocar uma dentro da outra.

“É uma demonstração impressionante de destreza e coordenação de oito braços e centenas de ventosas”, definiu Norman.

A filmagem flagrou os polvos se deslocando por até 20 metros com as cascas de coco, e depois se escondem debaixo delas.

“Este habitat é incrivelmente perigoso para esses animais, com poucas oportunidades de esconderijo. Ficar embaixo da areia não é suficiente para eles se protegeram dos predadores”, explicou Norman.

O uso de ferramentas é algo que se acreditava ser uma habilidade exclusiva dos humanos, mas recentemente esse comportamento tem sido cada vez mais observado entre primatas, outros mamíferos e aves.

CLIQUE NO LINK ABAIXO PARA ASSISTIR O VIDEO.

FONTE:

sábado, 5 de dezembro de 2009

BIOLOGIA MOLECULAR

Se você gosta de assuntos ligado a biologia molecular;
Usa ferramentas de bioinformática;
Trabalho ou está pesquisando algo sobre genética, genômica e proteômica;
Precisa de protocolo(s) para sua(s) pesquisa(s);
Quer conhecer o universo da Biologia molecular.

Não perca mais tempo, conheça o Sitio BioMol.Net, lá você irá encontrar tudo que precisa.

Clique no link abaixo para conhecer o sitio.

FONTE:

CIENTISTAS DECIFRAM TODAS AS PARTES E FUNCIONAMENTO DE BACTÉRIA

Pesquisa mostra como Mycoplasma pneumoniae 'funciona de verdade.' O microorganismo é uma das menores bactérias conhecidas.
Do 'New York Times'

Durante anos, biologia molecular significava quebrar células vivas até seus menores componentes, os genes e proteínas que governam o que uma célula faz. Porém, só diz até certo ponto. Para compreender como as células vivas realmente funcionam, biólogos estão tentando visualizar como as partes são montadas em unidades operacionais.

Uma equipe de cientistas europeus escolheu uma das menores bactérias conhecidas, chamada Mycoplasma pneumoniae, como um banco de provas para a tentativa de integrar todo o conhecimento de base sobre um organismo num único entendimento de como ele funciona de verdade.

O micróbio causa uma forma de pneumonia bacteriana e derramou tantas funções de seu genoma despido que só pode sobreviver como parasita em outras células.

Até agora, segundo relato na atual edição da "Science", as descobertas europeias são que a bactéria é uma coleção de aproximadamente 200 máquinas de proteínas especializadas.

As máquinas são compostas de proteínas individuais, que reconhecem umas às outras e se reúnem em complexos. Algumas das máquinas fazem cópias dos genes incorporados no DNA do genoma da bactéria.

Outras, chamadas ribossomos, sintetizam proteínas de acordo com as instruções genéticas que recebem. Outra classe, chamada de chaperonas, garante que as novas proteínas sejam dobradas corretamente. E existem as máquinas processadoras, nas quais cada componente se encarrega de um passo de um processo químico de estágios múltiplos.

O desenvolvimento de uma visão sistemática da organização de uma célula só foi possível desde o surgimento dos métodos de decodificação de genomas. Com o genoma em mãos, biólogos podem identificar todas as proteínas produzidas por uma célula e traçar o padrão de interações entre os diversos tipos.

'Pequena'

A equipe europeia, liderada por Anne-Claude Gavin no Laboratório Europeu de Biologia Molecular em Heidelberg, na Alemanha, escolheu a M. pneumoniae como foco por esta possuir meros 689 genes de codificação de proteínas, em comparação aos mais de dois mil de outras espécies de bactérias.

Ao marcar cada proteína em sua vez e apontando com quais outras elas tinham uma afinidade natural, a equipe descobriu que as 689 proteínas serviam como partes componentes de cerca de 200 máquinas diferentes.

No entanto, esta é apenas uma fatia da complexidade total das bactérias.O conjunto de 200 máquinas é chamado de repertório protéico, ou proteoma.

“Existem tantos proteomas quanto condições externas”, disse Gavin.

Administrar a produção desses proteomas é um sistema de controle genético muito mais complexo do que se esperava para uma pequena bactéria, segundo relata uma segunda equipe europeia na "Science".

O exame rápido desta minúscula bactéria tem a intenção de ser um passo na direção de compreendê-la como um sistema, o que exige a catalogação de todos seus componentes e interações.

Num comentário na "Science", dois biólogos da Universidade do Arizona, Howard Ochman e Rahul Raghavan, dizem que o trabalho europeu mostra que “não existe algo como uma bactéria ‘simples’”, considerando-se a complexidade que até mesmo este membro em miniatura do mundo das bactérias acabou revelando.
FONTE:

UMA NOVA ERA PARA AS PESQUISAS SOBRE CÉLULAS-TRONCO NOS ESTADOS UNIDOS

Liberação do uso de verbas públicas impulsiona pesquisadores. Medida era promessa de campanha do presidenge Barack Obama.
Luiz Fernando Correa Especial para o G1

O Instituto de Saúde do governo norte-americano (NIH, na sigla em inglês) divulgou que as primeiras pesquisas com células-tronco financiadas pelo governo estão começando um pouco mais tarde do que se esperava.

Nesta semana, o NIH aprovou a utilização de verbas do governo para trabalhos com 13 linhagens de células-tronco, primeira parte de um grupo de mais de uma centena que aguarda aprovação. Essa é primeira conseqüência direta da mudança de postura da administração central daquele país.

Uma das promessa de campanha de Barack Obama e que foi cumprida nos primeiros dias de governo foi a suspensão de uma proibição de financiamento público para pesquisas com células-tronco embrionárias.

Embora o decreto liberando a verba tenha sido assinado em março desse ano, cada projeto tem que ser aprovado por uma comissão antes de receber os recursos para a pesquisa.

Avaliação

Um comitê de ética avalia cada uma das linhagens de células, obtidas em clínicas de fertilização, onde seriam descartadas, tem origem éticamente aceitável.
As pesquisas aprovadas são do Children’s Hospital, em Boston (11), e da Rockfeller University, de Nova Iorque (2).

Trinta linhas de pesquisa diferentes foram aprovadas, somando um total de mais de 20 milhões de dólares e aguardam a liberação pelo comitê que está revisando os aspectos éticos de cada uma antes de dar o sinal verde.

As pesquisas envolvem doenças degenerativas neurológicas, problemas cardiovasculares e a recuperação de neurônios destruídos em acidentes graves.

As células-tronco embrionárias continuam avançarem um caminho que até hoje é promissor.Além disso o domínio da tecnologia de sua manipulação abre portas para outras descobertas.

FONTE:

CNPQ DIVULGA NOVOS VALORES DA BOLSA DT

Novos valores para as Bolsas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) valerão a partir 1º de março de 2010

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou no Diário Oficial da União desta sexta-feira, dia 4, a Resolução Normativa 28, que reajusta as bolsas.

No nível 1A, a Bolsa DT será de R$ 1.254, mais R$ 1.300 de taxa de bancada. Mais informações, www.cnpq.br/normas/rn_06_026.htm


FONTE:

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TOTALMENTE BIODEGRADÁVEL

Detergente criado na UFRJ ajudará a limpar áreas poluídas por petróleo. A primeira unidade-piloto do país para produção em larga escala do produto, que utiliza microrganismos do ambiente para degradar o óleo derramado, foi inaugurada em julho.

Os graves problemas ambientais causados pelos derramamentos de óleo no mar e em terra estão mais próximos de uma solução. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram um tipo de detergente totalmente biodegradável. Foi inaugurada em julho último, no Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), a primeira unidade-piloto do país para a produção em larga escala do detergente, que utiliza microrganismos do ambiente para degradar o petróleo derramado.

A criação do produto é fruto de uma pesquisa iniciada há 10 anos, parceria da Coppe com o Instituto de Química da UFRJ, que teve financiamento da Petrobras. O detergente, chamado tecnicamente de biossurfactante (composto que reduz a tensão superficial de uma solução), é produzido naturalmente pela fermentação aeróbia de bactérias do gênero Pseudomonas, originárias de poços de petróleo. “O detergente que essas bactérias produzem facilita seu acesso às longas cadeias de carbono do petróleo, sua única fonte de energia dentro dos poços”, explica o engenheiro químico Frederico Kronemberger, da Coppe.


Produzido naturalmente pela fermentação aeróbia das bactérias 'Pseudomonas sp.', originárias de poços de petróleo, o detergente é eficaz contra derramamentos de petróleo no solo e no mar (fotos: F. A. Kronemberger).

É da mesma maneira que o biossurfactante agirá no solo ou no mar, onde houver derramamento de óleo: microrganismos que não o produzem naturalmente vão utilizá-lo para ter acesso às longas cadeias de carbono do petróleo e consumir esse poluente. Depois, o próprio detergente será consumido, já que é biodegradável, e a área volta a ficar limpa.

Para produzir o biossurfactante, os pesquisadores usam uma fonte de carbono alternativa ao petróleo: a glicerina. Por ser o principal subproduto do biodiesel, ela é encontrada em abundância e com preço baixo no mercado. Ao serem imersas na glicerina, as bactérias produzem o detergente. Testes em laboratório com terra e água contaminadas com petróleo mostraram a eficácia do novo produto.

Os pesquisadores tiveram, porém, de vencer uma barreira no processo de produção: na fermentação aeróbia, o ar é disperso no meio de cultivo para que o oxigênio se dissolva na solução aquosa. O resultado é uma enorme produção de espuma, o que inviabilizava a produção em larga escala. A solução, encontrada durante o doutorado de Kronemberger na Coppe, foi utilizar membranas capazes de controlar a difusão e a concentração de oxigênio dissolvido na solução, evitando assim a formação de espuma. Com isso, os pesquisadores conseguiram passar de uma produção de 300 ml para 3 litros de biossurfactante com o mesmo volume de solução, nos testes iniciais.

Testes em campo

Com a inauguração da Unidade Piloto para Produção de Biossurfactantes, serão fabricados 200 litros do detergente por semana. Agora, os pesquisadores poderão realizar testes em campo para determinar qual a concentração de produto necessária para aplicações na terra e no mar. Segundo Kronemberger, eles serão feitos até o início de 2010.

O engenheiro químico explica que os procedimentos adotados hoje para limpar um derramamento de óleo são insuficientes. Quando há um acidente no mar, a região contaminada é isolada por boias e drenada e o petróleo que sobra é deixado na água. No solo, a área atingida é levada para um aterro ou tratada em estações químicas. “O problema é somente transferido de local, e não solucionado”, afirma Kronemberger. “Além disso, o uso de um detergente químico cria outro problema, já que, não sendo biodegradável, permanece no ambiente”, completa.

O resultado dos derramamentos de óleo é nefasto para a natureza. Como consequência, ocorre o bloqueio da luz e da passagem de oxigênio para os seres vivos, a morte massiva da fauna microbiana e a acumulação de petróleo na cadeia alimentar, já que um animal se alimenta de um microrganismo contaminado, e assim sucessivamente. Por isso, a busca de uma solução efetiva para esse problema é primordial. “O uso do detergente biodegradável é a maneira mais correta e eficaz para controlar um acidente ambiental, com a vantagem do baixo custo”, ressalta Kronemberger, acrescentando que o biossurfactante pode ser usado da mesma maneira que o detergente convencional, com a vantagem de ser biodegradável.

Tatiane Leal
Ciência Hoje/ RJ

FONTE: